domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Líder em intenções de voto no Recife, petista João da Costa tem candidatura cassada
Especial para o UOL
A 12 dias do primeiro turno, o líder nas pesquisas de intenções de voto para a Prefeitura do Recife, João da Costa (PT), foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral.
"Eu cassei a candidatura de João da Costa", disse o juiz Nilson Nery. "O candidato poderá recorrer ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e concorrer 'sub judici' [em juízo] aguardando a decisão. Mas tecnicamente, ele já é considerado inelegível", explicou o juiz.

João da Costa é acusado de se usar Prefeitura de Recife para fazer campanha
O petista confirmou que recorrerá da decisão para manter-se na disputa A decisão do juiz baseou-se em representação do Ministério Público e determinou, ainda, que o petista não poderá concorrer a cargos eletivos durante três anos.
Pesa sobre o candidato a acusação de usar a Prefeitura - administrada, atualmente, por outro petista, João Paulo - para fazer campanha eleitoral, o que é proibido por lei.
Perícia da Polícia Federal nos computadores da Secretaria de Educação mostrou e-mails enviados por funcionários que ocupam cargo de confiança (que entram por indicação) convocando outros servidores a participarem de atividades de campanha.
Foi encontrado, também, material publicitário do candidato e orientações da direção nacional do PT sobre as eleições 2008, conforme laudo da PF vazado à imprensa por DEM e PMDB - cujos candidatos deverão ser os maiores beneficiados pela saída de João da Costa da disputa.
"Os laudos comprovam, sem sombra de dúvidas, o uso da máquina pública pelos servidores detentores de cargos comissionados da Secretaria de Educação", afirmou a promotora responsável pelo caso, Andrea Nunes Padilha.
Em coletiva à imprensa, nesta tarde, o juiz Nilson Nery falou que "os servidores fizeram da Secretaria de Educação uma sucursal do Ponto 13". Na mesma decisão, o magistrado avaliou que não há provas de participação do prefeito João Paulo - que, portanto, não sofrerá qualquer punição.
Segundo o TRE (Tribunal Regional Eleitoral), os candidatos precisam ser impugnados em todas as instâncias para ter a candidatura impedida. Enquanto aguardam o julgamento dos recursos, podem continuar concorrendo aos cargos, sob o risco de ter de arcar com os prejuízos financeiros caso tenham a candidatura anulada.
A legislação eleitoral prevê três prazos para as impugnações. Se a candidatura for anulada, o partido ou coligação pode indicar substituto, conforme a Resolução 22.716 do TSE
domingo, 14 de setembro de 2008
Alan Greenspan, ex-presidente do Fed, critica proposta de McCain
O ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) Alan Greenspan criticou cortes fiscais prometidos pelo candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, em seu programa eleitoral.
"A menos que cortemos a despesa, não", disse Greenspan. Ele afirmou que a menos que se corte despesas, não são possíveis reduções impositivas --medidas que foram situadas por alguns cálculos em torno de US$ 3,3 trilhões (R$ 5,8 trilhões).
Brian Snyder /Reuters
John McCain ao lado de sua vice, Sarah Palin; propostas de senador foram criticadas
"Não sou partidário a financiar cortes tributários com crédito. Sempre vinculei esses cortes a uma redução da despesa", disse o ex-responsável pela política monetária americana.
Entre as propostas de McCain estão redução de impostos às empresas, eliminação de gastos no Congresso que considera desnecessários e uma reestruturação do sistema de previdência social e da assistência médica aos idosos.
Os democratas se apoiaram imediatamente nos comentários de Greenspan para atacar o programa econômico do candidato republicano, que, no ano passado, disse que não conhecia muito sobre a economia do país.
Os gastos do Congresso que McCain propõe cortar, segundo os democratas, chegam a US$ 17 bilhões (R$ 30,2 bilhões). "Isso é muito dinheiro, mas não cobre nem de longe os US$ 3,5 trilhões em cortes fiscais", afirmou a senadora pelo Missouri Claire McCaskill.
A campanha de McCain reagiu aos comentários. "A proposta de cortes fiscais do senador McCain é modesta em comparação a seus planos para diminuir o crescimento brutal da despesa federal", afirmou o porta-voz do candidato, Tucker Bounds.
O candidato republicano, que se opôs aos cortes fiscais aprovados pelo presidente George W. Bush em 2003, agora afirma que os manterá.
Barack Obama, o candidato democrata, disse que cancelaria esses cortes para as famílias que recebem mais de US$ 250 mil (R$ 446 mil) ao ano. Com esse dinheiro, financiaria reduções tributárias para as famílias de classe média e trabalhadora.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Governo vai ‘capitalizar’ Petrobras com o pré-sal
Mega-campos devem ter 2 modelos de exploração
Ana Carolina Fernandes/Folha
Lula usou o tradicional pronunciamento do Dia da Independência para clarear os planos do governo na exploração das super-reservas petrolíferas do pré-sal.
Ele pôs um aparente ponto final no diz-que-diz que envolve a Petrobras. Enfatizou a intenção de fortalecer a estatal, não fragilizá-la.
"Vamos reforçar a Petrobras", disse. Sinalizou também a tonificação de todo o universo de empresas que atuam no setor de petróleo.
As palavras de Lula encaixam-se com os estudos da comissão interministerial constituída para redefinir o modelo da exploração de petróleo no país.
Estudioso da matéria e informado acerca do que se passa na Petrobras e em Brasília, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) conversou com o blog.
Contou ao repórter detalhes do modelo que, acredita ele, irá prevalecer ao final das discussões. Vão abaixo as pincipais linhas:
1. Duas fases: as megareservas do pré-sal estão localizadas numa faixa litorânea de 160 mil km2.
Por ora, apenas o pólo de Tupi (14 mil km2), situado na Bacia de Santos, seria explorado (8 bilhões de barris).
Todo o restante (produção estimada entre 50 bilhões e 70 bilhões de barris) ficaria para um segundo momento;
2. A primeira fase: o governo já licitou sete reservas no pólo de Tupi. Seis delas foram arrematadas por consórcios liderados pela Petrobras; uma foi às mãos da Exxon;
Para essas reservas, utilizou-se o modelo de concessão, criado sob FHC. O petróleo, que era da União, passou a ser das empresas.
Elas assumem os riscos da extração do óleo e remuneram o Estado pagando royalties e impostos.
Noves fora um reajuste na carga de tributos, o governo não cogita alterar esses contratos. Ao contrário, deseja acelerar a exploração.
3. Capitalização da Petrobras: Nas sete reservas já licitadas do pólo de Tupi há, entre um e outro bloco, reservas que ainda pertencem à União.
Segundo Mercadante, estuda-se a hipótese de avaliar essas “reservas contíguas” aos campos licitados, incorporando o valor aos “ativos da Petrobras.”
Com isso, o governo capitalizaria a Petrobras e permitiria à estatal viabilizar os investimentos necessários à exploração do óleo de Tupi.
A Petrobras já possui um plano de investentos que vai até 2012. Está orçado em R$ 112,4 bilhões. Mas o grosso desse dinheiro será usado em projetos indispensáveis.
Por exemplo: a contrução de cinco novas refinarias. Essenciais para tranformar em realidade uma das diretrizes enunciadas por Lula no discurso deste domingo (7):
“O Brasil não quer ser um mero exportador de óleo cru. Ao contrário, queremos agregar valor ao petróleo aqui dentro, exportando derivados, que valem mais.”
Mercadante ecoa o presidente: “A Petrobras não tem musculatura para suportar os investimentos que já está fazendo e os desafios do pré-sal.” Daí a capitalização.
4. Unitização: É esse o nome técnico que se dá ao processo de quantificação das reservas guardadas a cerca de 7 mil metros de profundidade.
Uma reserva se liga à outra. De modo que não há clareza quanto ao pedaço que caberá a cada um dos sete consócios de Tupi explorar.
Uma vez avaliadas as reservas que entremeiam os campos licitados, o governo definiria, com a precisão possível, o naco de cada consórcio.
Capitalizada a Petrobras e iniciada a exploração –o início está previsto para março de 2009—, estima-se que os resultados comerciais de Tupi começarão a aparecer em 2014.
5. A segunda fase: a exploração das demais reservas do pré-sal, que Mercadante chama de “pólos extra-Tupi”, ficariam para um segundo momento.
Deve haver alteração no modelo. Sai o regime de concessões. Entra o regime de “patilha.” Considera-se que é mais adequado para o pré-sal, que reúne campos de baixo risco e de alta lucratividade.
Funciona assim: em vez de tranferir as suas reservas para as empresas, o Estado as contrata como prestadoras de serviços, remunerando-as pela extração de petróleo.
Aqui entra a nova estatal defendida pelo ministro Edison Lobão (Minas e Energia). Que Mercadante prefere chamar de “escritório de administração de reservas.”
Não será uma nova empresa de exploração de petróleo. Terá como missão apenas celebrar, em nome do Estado, os contratos para a extração de óleo e gás no pré-sal.
A prevalecer o plano do governo, esses novos contratos vão cair no colo da Petrobras. Diz Mercadante:
“A empresa que terá melhores condições operacinais para disputar essas área será a própria Petrobras...”
“...Com a experiência adquirida em Tupi, ela vai ter mais equipamentos, mais tecnologia e, portanto, menores custos. Será a empresa mais eficiente. O governo poderá contratá-la diretamente no regime de partilha.”
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Parlamentares defendem criação de cotas para parentes com qualificação
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Depois da aprovação do fim do nepotismo pelo STF (Supremo Tribunal Federal), senadores passaram a defender abertamente a flexibilização da decisão do tribunal para incluir exceções à regra. Além dos ministros de Estado, secretários estaduais, municipais e do Distrito Federal, os parlamentares querem a autorização de manter parentes em funções de confiança. A idéia de criar uma cota para parentes ganha adeptos.
Pela proposta do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), deveria ser criada uma cota destinada exclusivamente para garantir vagas para parentes. "Eu defendo sim", disse ele, informando que não arriscaria dizer qual seria o percentual ideal: se 10% ou menos.
"É importante ter uma qualificação. Não posso pegar um motorista e colocar no cargo de um assessor mais alto", disse Mozarildo, que confirmou empregar três familiares em Brasília (DF) e Boa Vista (RR).
"Enquanto não há uma norma proibindo, eu uso o critério da lógica: dos cargos 20 funcionários, três são parentes. Antes não tinha nada que dizendo que não podia. Mas é preciso acabar com abusos, eu reconheço", disse o petebista.
Desde quarta-feira circulam informações no Congresso sobre a possibilidade de criar uma cota para parentes. Ontem, o vice-líder do DEM no Senado, Heráclito Fortes (PI), confirmou ter ouvido comentários sobre a alternativa que estaria sendo articulada.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), admitiu que teria de demitir seu sobrinho que é funcionário do gabinete de apoio da presidência. Já o primeiro-secretário do Senado, Efraim Morais (DEM-PB), disse que aguarda apenas a publicação da súmula vinculante do STF para exonerar seis sobrinhos empregados em Brasília e João Pessoa (PB).
O senador Adelmir Santana (DEM-DF), que emprega a filha como secretária em seu gabinete em Brasília, lamentou a decisão do STF, enquanto o deputado Pompeo de Matos (PDT-RS) confirmou que vai demitir o sobrinho que trabalha para ele.
Folha On Line
