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terça-feira, 5 de julho de 2011

Alexandre Barros e a moto do Jacaré nº 4

Sou fã do Alexandre Barros. Em 2010, mais precisamente no final de novembro, quando ele organizou um evento de Supermotos na Bahia, tive a oportunidade de conhecê-lo e levei umas camisas personalizadas com uma frase e um desenho para ele. A moto do desenho original tinha o número 1. Personalizei com o número 4, que ele utilizou por umas 5 temporadas no MotoGP, e fiz as camisas que levei para presenteá-lo, das quais tenho uma autografada como prêmio.

Agora, juro que não fazia idéia de que, um dia, o desenho bem dizer se materializaria. Não é que a moto do Jacaré caíu como uma luva para isso acontecer? :D

Olhem isso:


 
 

ACELERAX BARROS!! :D

Falows! []'s

JC

domingo, 27 de março de 2011

Como a Internet está mudando a amizade

http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-esta-mudando-amizade-619645.shtml

 

Nunca foi tão fácil manter contato e conhecer gente nova pela internet. Graças às redes sociais, nunca tivemos tantos amigos. Mas isso está transformando a própria definição de amizade.

por Camilla Costa
Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site - que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas será que as amizades online não fazem com que as pessoas acabem se isolando e tenham menos amigos offline, "de verdade"? Essa tese, geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi criada em 1995 pelo sociólogo americano Robert Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Toronto constatou que a internet faz você ter mais amigos - dentro e fora da rede. Durante a década passada, período de surgimento e ascensão dos sites de rede social, o número médio de amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy users, que passam mais tempo na internet, foram os que ganharam mais amigos no mundo real - 38% mais. Já quem não usava a internet ampliou suas amizades em apenas 4,6%.

Então as pessoas começam a se adicionar no Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim. A internet raramente cria amizades do zero - na maior parte dos casos, ela funciona como potencializadora de relações que já haviam se insinuado na vida real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que o 20 maior uso do Facebook, depois de interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas de gente que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social que você, mas não são suas amigas) em elos fracos - uma forma superficial de amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem fora dela.

Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, e por isso podem lhe apresentar coisas e pessoas novas e ampliar seus horizontes - gerando uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. Os sites sociais como Orkut e Facebook tornam mais fácil fazer, manter e gerenciar amigos. Mas também influem no desenvolvimento das relações - pois as possibilidades de interagir com outras pessoas são limitadas pelas ferramentas que os sites oferecem. "Você entra nas redes sociais e faz o que elas querem que você faça: escrever uma mensagem, mandar um link, cutucar", diz o físico e especialista em redes Augusto de Franco, que já escreveu mais de 20 livros sobre o tema. O problema, por assim dizer, é que a maioria das redes na internet é simétrica: se você quiser ter acesso às informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com ela, é obrigado a pedir a amizade dela, que tem de aceitar. Como é meio grosseiro dizer "não" a alguém que você conhece, mesmo que só de vista, todo mundo acabava adicionando todo mundo. E isso vai levando à banalização do conceito de amizade. "As pessoas a quem você está conectado não são necessariamente suas amigas de verdade", diz o sociólogo Nicholas Christakis, da Universidade Harvard. É verdade. Mas, com a chegada de sites como o Twitter, a coisa ficou diferente.

Amizade assimétrica


No Twitter, eu posso te seguir sem que você tenha de autorizar isso, ou me seguir de volta. É uma rede social completamente assimétrica. E isso faz com que as redes de "seguidores" e "seguidos" de alguém possam se comunicar de maneira muito mais fluida. Ao estudar, com um time de pesquisadores, a sua própria rede no Twitter, Christakis percebeu que seu grupo de amigos tinha começado a se comunicar entre si independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas entre si. "As redes sociais estão ficando maiores e mais diversificadas", diz o sociólogo e pesquisador de redes Barry Wellman, da Universidade de Toronto.

É o seguinte. Eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e começar a te seguir. Nós não nos conhecemos. Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu nome no site, e poderá falar comigo. Meus seguidores também podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você. Os seus seguidores podem ter curiosidade sobre mim e entrar na conversa que estamos tendo. Em suma: nós continuaremos não nos conhecendo, mas as pessoas que estão à nossa volta estabelecem vários níveis de interação - e podem até mesmo virar amigas entre si.

Mas boa parte dos cientistas ainda acha que, mesmo estando em contato com qualquer pessoa mais facilmente e a todo o momento, a distância conti-nuará prejudicando as amizades. "A internet faz com que você consiga desacelerar o processo, mas não salva as relações", acredita o antropólogo Robin Dunbar. "No fim das contas, ainda precisamos estar próximos das pessoas de vez em quando." É verdade. A maioria dos especialistas em relacionamento humano
acredita que a proximidade física é essencial para sentirmos os efeitos benéficos das amizades profundas. Só que o cérebro pode estar começando a mudar de opinião.

Um estudo que está sendo realizado na Universidade da Califórnia começou a desvendar o efeito que as redes sociais produzem no organismo. Mais precisamente, o que acontece com os níveis de ocitocina quando usamos o Twitter, por exemplo. É há um efeito. Os primeiros resultados mostraram que tuitar estimula a liberação desse hormônio, e consequentemente diminui os níveis de hormônios como cortisol e ACTH, associados ao estresse.

Isso significa que o cérebro pode ter desenvolvido uma nova maneira de interpretar as conversas no Twitter. "O cérebro entende a conexão eletrônica como se fosse um contato presencial", diz Paul Zak. Isso seria uma adaptação evolutiva ao uso da internet. "O sistema de ocitocina está sempre se ajustando ao ambiente em você está", diz. "Pode ser que, de tanto interagir em redes sociais, as pessoas estejam se tornando mais sintonizadas para a amizade. E aí elas acabam fazendo mais amigos, inclusive presencialmente." Ou seja: além de mudar as amizades, a internet também pode acabar modificando o próprio cérebro humano. Mas ainda é cedo para dizer se acabaremos nos tornando seres hiperssociais, com cérebros capazes de acomodar um número maior de amigos. O próprio Paul Zak diz que não é possível desconsiderar a importância do contato físico - um dos mais importantes estimulantes da liberação de ocitocina no organismo. "No máximo, vamos ter mais possibilidades de manter relações íntimas a distância por mais tempo", diz. Outros, como Robin Dunbar, acham que a tecnologia ainda pode nos surpreender, e romper a última barreira da amizade online: "O Skype e outros serviços do tipo não são bons o suficiente, porque não nos permitem tocar um no outro em realidade virtual. Ainda."

AMIZADE POS-MODERNA
A internet e as redes sociais se baseiam em dois tipos de relação:

Amizade simétrica
É recíproca: se eu quiser ter você como amigo e acessar o seu perfil, você precisa autorizar o pedido e se tornar meu amigo também.
Pró: Privacidade. Você decide quem terá acesso às suas informações.
Contra: Reduz a possibilidade de conhecer gente nova.
Exemplos: Facebook / Orkut / Flickr / Linkedin / MSN / Last.fm

Amizade assimétrica

Não é recíproca: eu posso adicionar ou seguir você sem precisar pedir permissão (e posso inclusive fazer isso sem que você saiba).
Pró: Torna muito mais fácil a formação de laços e comunidades.
Contra: Mais difícil de virar amizade íntima, pois a interação é pública.
Exemplos: Twitter / Buzz / Tumblr / Blip.fm

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A avareza na ficção

Balzac e Dostoievski, escritores consagrados do século XIX, viviam atolados em dívidas, não admira que ambos tenham criado personagens sovinas e egoístas

por Moacyr Scliar
THE NATIONAL MUSEUM OF THE
PERFORMING ARTS, LONDRES

Embora muitos já tenham esquecido, o Brasil viveu períodos de grandes surtos inflacionários, nos quais o dinheiro perdia rapidamente o seu valor. Era muito comum ver moedas nas sarjetas das ruas; ali ficavam porque valiam tão pouco que ninguém se dava ao trabalho de abaixar-se para apanhá-las. Isso nos remete a um fato básico da economia e da vida social: a rigor, o dinheiro é uma ficção. Mas exatamente por causa desse ângulo, digamos, ficcional, ele assume também caráter altamente simbólico. E não muito agradável, segundo Freud.


Sir Herbert Beerbohm Tree no papel de Shylock,
em O mercador de Veneza, de Shakespeare,
de 1914, por Charles Buchel

Observando que ao longo da história o dinheiro foi freqüentemente (e ainda é) associado à sujeira, o pai da psicanálise postulou que a proposital retenção de fezes, característica da chamada fase anal do desenvolvimento infantil, teria continuidade, no adulto, com a preocupação com o dinheiro. O avarento é um exemplo caricatural disso.

Aos escritores essas coisas não poderiam passar despercebidas, mesmo porque muitos deles tinham, e têm, problemas com dinheiro; Honoré de Balzac (1799-1850) e Fiódor Dostoievski (1821-1881) viviam atolados em dívidas, sobretudo o escritor russo, que era um jogador compulsivo. Não é de admirar que avarentos tenham dado grandes personagens da ficção. O primeiro exemplo é, naturalmente, o Shylock, de William Shakespeare (1564-1616) na comédia O mercador de Veneza, do fim do século XVI. Shylock era um agiota. Na Idade Média, o empréstimo a juros era proibido aos cristãos e reservado ao desprezado e marginal grupo dos judeus. Um arranjo perfeito: quando o senhor feudal não queria ou não podia pagar dívidas contraídas com os agiotas, desencadeava um massacre de judeus, um grupo desprezado e marginalizado, e resolvia o problema. Shylock sente-se desprezado e quando empresta dinheiro a Antonio, um mercador, pede em garantia uma libra da carne do devedor: ele quer que este se revele inadimplente e pague a dívida com a matéria de seu próprio corpo: um esforço desesperado e grotesco para ser respeitado.

Outro usurário que aparece na peça O avarento (1668), de Jean-Baptiste Molière (1622-1673) é Harpagon. Quanto mais rico fica, mais mesquinho se torna, e mais faz sofrer os filhos, o jovem Cléante, apaixonado por Mariane, moça pobre – Harpagon obviamente se opõe ao namoro – e a filha Élise, que ele quer casar com o velho Anselme. Além das brigas com os filhos, Harpagon tem outros motivos para se inquietar: enterrou em seu jardim uma caixa com dez mil escudos de ouro e é constantemente perseguido pela idéia de que sua fortuna será roubada. No fim, a avareza é castigada e Cléante e Élise podem se unir às pessoas que amam.

Avarentos também não faltam nos romances de Charles Dickens (1812-1870), um dos mais conhecidos é o personagem Ebenezer Scrooge de Um conto de Natal (1843), um homem velho, egoísta, insensível, que odeia tudo – até o Natal – uma festa que evoca bondade e generosidade. Scrooge maltrata seu empregado Bob Cratchit, que tem um filho deficiente físico, o Pequeno Tim, mas na noite de Natal é visitado por misteriosas entidades, os Espíritos do Natal, e muda por completo, tornando-se generoso, ajudando Cratchit e sua família. Em Silas Marner, novela de George Eliot (1819-1880) que usava o pseudônimo de Mary Ann Evans, o personagem, um misantropo que prefere o ouro às pessoas, aprenderá, assim como Scrooge, a sua lição. Ele é roubado, mas, ao tomar sob seus cuidados o menino Eppie, mudará, tornando-se um homem melhor. Em Eugénie Grandet (1900), de Balzac, somos apresentados a Félix Grandet, um rico e sovina mercador de vinhos, que se opõe à paixão da filha pelo sobrinho pobre.

Como se pode ver em todas essas obras, a obsessão pelo dinheiro resulta de uma personalidade repulsiva ou patética. Freud tinha razão: o poder simbólico do vil metal não é pequeno e tem atravessado os séculos incólume.

Mente e Cérebro

Moacyr Scliar é médico, escritor e membro da Academia Brasileira de Letras.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Morre Hans Beck, inventor dos brinquedos Playmobil, aos 79

Berlim, 2 fev (EFE).

Morreu aos 79 anos de idade, o desenhista industrial alemão Hans Beck, "pai" do Playmobil, informou hoje a empresa Geobra-Brandstätter, fabricante dos famosos bonecos.

Beck, cuja invenção vendeu 2,2 bilhões de exemplares desde que começou a ser produzida em série, em 1974, morreu na sexta-feira, após um longo período doente, em sua casa nas margens do lago Bodensee, na cidade de Konstanz, na fronteira entre Suíça, Alemanha e Áustria.


Hans Beck, inventor do Playmobil, posa para foto na sede da fabricante do brinquedo na Alemanha ao lado de um boneco gigante.

O desenhista industrial escreveu uma "importante página na história dos brinquedos" com o desenvolvimento de versáteis bonecos de plástico que chegaram aos quartos infantis de todo o mundo, destacou a empresa.

Nascido em 1929, no estado alemão da Turingia (centro do país), Beck estudou na cidade de Zirndorf, onde aprendeu o ofício de carpinteiro e se especializou na produção de brinquedos, principalmente automóveis e aviões.

Ele começou a trabalhar na Geobra em 1958, concentrado inicialmente em maquetes aviões, maquinaria e veículos industriais.

Treze anos após iniciar sua carreira, a empresa transferiu-o ao departamento de loja de brinquedos, com a incumbência de desenvolver uma nova gama de produtos para meninos, de automóveis a modelos humanos.

Sua primeira criação media 7,5 centímetros, era facilmente manejável por uma mão infantil e movimentava braços e pernas.

Hans Beck começou a trabalhar na Geobra em 1958, concentrado inicialmente em maquetes aviões, maquinaria e veículos industriais. Os bonecos Playmobil começaram a ser produzida em série em 1974

Daí surgiu a ideia de transformar esse protótipo em uma criatura dotada para a absoluta versatilidade, de se adaptar a qualquer situação e profissão, fosse um ocidental, indiano ou vaqueiro.

Inicialmente, seus modelos se conceberam para meninos de até quatro anos.

Nos 30 anos seguintes ao seu lançamento, os bonecos Playmobil deixaram de ser um produto exclusivamente infantil, no sentido literal da palavra, para conquistar até colecionadores adultos de todo o planeta.

A Geobra é hoje uma empresa com 3 mil empregados, que exporta seus bonecos a 70 países dos cinco continentes.


Agência EFE

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Uma soneca para potencializar a memória


Mesmo períodos curtos de descanso após as refeições podem melhorar a formação e consolidação da memória

© ISTOCKPHOTO/DIANE DIEDERICH
Enquanto você dorme, o córtex pré-frontal repete as experiências diárias e ajuda a consolidação da memória.
Os últimos 20 anos forneceram consideráveis evidências do papel fundamental do sono na consolidação da memória. O núcleo das pesquisas nessa área refere-se a importância do descanso noturno por períodos mais longos. Por esse motivo o tempo de sono realmente necessário para que seus efeitos sobre a memória se tornem significativos, do ponto de vista comportamental, ainda não foi suficientemente investigado, avaliam os neuroendocrinologistas Manfred Hallschmid e Suzanne Diekelmann da Universidade de Lüebeck, Alemanha. Mas há razões para presumir que, mesmo períodos curtos de descanso podem, de fato, melhorar a eficiência da memória.

Existem poucos estudos que investigam o efeito de um breve cochilo na consolidação de memórias declarativas ─ as que envolvem fatos e eventos. A maioria desses estudos descreve um melhor desempenho após o sono, quando comparado com a vigília, mostrando melhoras na eficiência de 4% a 46% na memória para pareamento de palavras após uma sesta. Até um cochilo rápido, em torno de cinco minutos, melhora a eficiência da memória em relação à vigília. Já uma soneca mais prolongada, de 35 minutos, mostra resultados muito superiores. Curiosamente, uma série de experimentos mostra que o sono beneficia a memória independentemente da hora em que se dorme, o que destaca o potencial cognitivo do cochilo após as refeições.

Uma pesquisa sobre memória procedural, ─ que inclui habilidades perceptivas e motoras, como aprender a tocar um instrumento ─ mostra que uma sesta de 60 a 90 minutos melhora a percepção visual apenas se, nesse período de sono, os olhos fazem os dois movimentos de ondas lentas e rápidas, as duas fases que o cérebro atravessa enquanto cochilamos.

Os estudos se concentraram nas habilidades motoras como, por exemplo, aquelas em que os participantes devem digitar várias vezes certas seqüências em um teclado. Após um sono de 60 ou 90 minutos há melhora no desempenho da digitação, mas resultados muito melhores são obtidos após uma noite inteira de sono.

Em resumo, essas observações sugerem que um cochilo pode ajudar uma pessoa a se lembrar do que acabou de aprender, mas ela precisa de períodos mais longos, com os olhos fechados, para extrair o pleno potencial do sono.

Scientific American - Brasil

sábado, 10 de janeiro de 2009

Por que certas canções, como jingles, ficam 'grudadas' em nossas mentes?

É fato que tanto as circunstâncias de natureza emocional quanto as que acontecem em um ambiente carregado de emoção são mais bem lembradas do que aquelas que são adquiridas em um contexto emocionalmente irrelevante.

Algumas músicas, em especial as canções pop, os jingles e as trilhas sonoras, além de terem um timbre particular e facilmente reconhecível, bem como uma estrutura musical simples, curta e fácil de lembrar – geralmente apoiada em refrão – têm, ainda, uma linha melódica que não só acompanha, mas muitas vezes caracteriza a tensão emocional do momento vivido, fazendo com que a música passe a ser parte integral e indissolúvel da lembrança.

Isso fica claro quando assistimos a um filme sem trilha sonora, pois a ausência de sons compromete a absorção emocional do conteúdo transmitido.

De fato, estudos demonstraram que algumas canções populares são capazes de ativar partes do cérebro relacionadas às sensações de recompensa e satisfação, como a área tegmental ventral e o núcleo accumbens. Essas regiões são responsáveis pela liberação da dopamina, o neurotransmissor que media essas sensações.


Martín Cammarota
Centro de Memória, Instituto de Pesquisas Biomédicas,
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

UOL Ciência e Tecnologia

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Crianças alemãs de seis e sete anos fogem para se casar na África

Do UOL Tabloide*
Ah, nada como uma história de amor para inaugurar o UOL Tabloide (agora sem acento) em 2009.

Dois alemães apaixonados fugiram de casa rumo à África para se casarem. Detalhe: o noivo tem seis anos e a noiva apenas sete.
  • O trio sapeca, serelepe e peralta pretendia fugir do frio alemão
Mika e Anna-Lenna, juntamente com Anna-Bell, de cinco anos, disseram que estavam fartos do tempo frio e planejaram uma viagem até a África, mas só conseguiram chegar até a estação de trem de Hanover.

Tudo começou durante a véspera de ano novo, quanto Mika contou como foram suas férias na Itália. A partir daí, surgiu a idéia de fugir para a África, onde faz calor, para se casar com Anna-Lenna e levar Anna-Bell junto para ser testemunha.

"As crianças queriam fazer algo especial no ano novo. Eles planejaram tudo. Fizeram três malas, juntaram comida, roupas de banho, um colchão de ar e até óculos de sol", contou o porta-voz da polícia alemã Holger Jureczko.

O trio saiu de Langenhagen quando seus pais estavam dormindo e caminhou quatro quilômetros até a estação de Hanover, onde pretendiam tomar um trem até o aeroporto.

A presença das crianças chamou a atenção dos funcionários da estação que chamaram a polícia. Os agentes convenceram as crianças que sem dinheiro nem passagem aérea era quase impossível chegar até a África.

Os policiais ficaram impressionados com a eloquência (agora sem trema) das crianças na sala de interrogatório. Os pais já foram buscar o trio.

*Com informações da AFP e Reuters

sábado, 13 de setembro de 2008

Evitando a Lei de Murphy

Introdução

Você está preso em um congestionamento gigantesco e está louco para chegar em casa, mas para seu desânimo, percebe que todas as outras faixas parecem estar andando, menos a sua. Você muda de faixa, mas assim que passa para outra faixa, os carros param. Com o carro parado, você nota que todas as faixas (incluindo a que você acabou de abandonar) estão andando - menos a sua.

Bem-vindo ao irritante mundo da Lei de Murphy. Essa expressão diz que tudo que pode dar errado vai dar errado. E pode ser isso mesmo. Não é devido a algum poder misterioso que a lei tenha. Na verdade, somos nós que damos importância à Lei de Murphy. Quando tudo dá certo, nem pensamos nisso. Afinal, esperamos que as coisas funcionem a nosso favor. Mas quando algo dá errado, procuramos razões.

Pense sobre caminhar. Quantas vezes você chegou ao seu destino e pensou "Nossa! Eu caminho muito bem"? Mas se você tropeça no meio-fio e rala o joelho, aposto que você vai pensar por que isso tinha que acontecer com você.

A Lei de Murphy tira vantagem da nossa tendência de enfatizar o negativo e não perceber o que é positivo. Ela se baseia nas leis da probabilidade - a possibilidade matemática de que algo vai acontecer.

A lei captura nossa imaginação. A Lei de Murphy e seus desdobramentos foram reunidos em livros e sites. Várias bandas têm seu nome e a Lei de Murphy também é um nome popular para pubs irlandeses e tavernas pelo mundo todo. Também foi o nome de um filme de ação.

Mas a Lei de Murphy é um conceito relativamente novo, que data da metade do século passado. O mágico Adam Hull Shirk escreveu em um ensaio em 1928, "De Como Evitar as Coisas", relatando que, em um ato de mágica, nove de dez coisas que podem dar errado geralmente dão errado [fonte: American Dialect Society (em inglês)]. Mesmo antes disso, ela era chamada de Lei de Sod, que diz que qualquer coisa ruim que pode acontecer a um pobre ingênuo vai acontecer. Na verdade, a Lei de Murphy ainda é chamada de Lei de Sod na Inglaterra [fonte: As Leis de Murphy (em inglês)].

Neste artigo, falaremos sobre a Lei de Murphy, suas conseqüências e o seu impacto no nosso mundo. Na próxima seção, veremos a história por trás da Lei de Murphy.

Quem foi o capitão Edward A. Murphy Jr.?

Coronel John Paul Stapp a bordo do foguete-trenó
"Gee Whiz" na Base da Força Aérea de Edwards

Acredite ou não, Murphy existiu e morou nos Estados Unidos até sua morte em 1990. O capitão Edward A. Murphy Jr. era engenheiro da Força Aérea. Apesar de ter participado de outros testes de design de engenharia nas suas carreiras civil e militar, foi um teste do qual ele participou - quase por acaso - que deu origem à Lei de Murphy.

Em 1949, na Base da Força Aérea de Edwards na Califórnia, oficiais conduziam os testes do projeto MX981 para determinar de uma vez por todas quantos Gs (a força da gravidade) um ser humano poderia suportar. Eles acreditavam que suas descobertas poderiam ser aplicadas a futuros designs de aviões.

A equipe usou um trenó foguete chamado "Gee Whiz" para simular a força de uma colisão aérea. O trenó andou a mais de 320 km/h em um trilho de 800 metros, chegando a uma brusca parada em menos de um segundo. O problema era que, para descobrir quanta força uma pessoa aguentaria, a equipe precisava de uma pessoa de verdade para fazer o experimento. É aí que entra o coronel John Paul Stapp. Stapp foi um físico de carreira da Força Aérea e se ofereceu para dar uma volta no trenó-foguete. Durante vários meses, Stapp andou várias vezes no aparelho e cada volta era uma tortura física. Ele acabou com ossos quebrados, concussões e vasos sanguíneos rompidos nos olhos, tudo em nome da ciência [fonte: Spark (em inglês)].

Murphy frequentou um desses testes, levando um presente: um conjunto de sensores que poderiam ser presos às cintas que prendiam Stapp ao trenó-foguete. Os sensores eram capazes de medir a quantidade exata de força G aplicada quando o trenó-foguete fazia a parada súbita, tornando os dados mais confiáveis.

Há várias histórias sobre o que aconteceu naquele dia e sobre quem contribuiu com o quê para a criação da Lei de Murphy, mas o que segue está bem próximo do que aconteceu realmente.

O primeiro teste depois que Murphy prendeu seus sensores nas cintas produziu uma leitura igual a zero - todos os sensores haviam sido conectados de forma incorreta. Para cada sensor, havia duas maneiras de fazer a conexão e cada um deles foi instalado de maneira incorreta.

Quando Murphy descobriu o erro, resmungou alguma coisa sobre o técnico, que foi supostamente responsabilizado pelo estrago. Murphy disse algo como "se há duas formas de fazer alguma coisa e uma delas vai resultar em um desastre, é assim que ele vai fazer" [fonte: Pesquisas Improváveis (em inglês)].

Pouco tempo depois, Murphy voltou para o Aeroporto Wright, sua base. Mas Stapp, conhecido por seu senso de humor e perspicácia, reconheceu a universalidade do que Murphy havia dito e em uma coletiva de imprensa disse que a segurança da equipe do trenó foguete deveu-se à Lei de Murphy. Ele disse à imprensa que a Lei significava que "Tudo que pode dar errado dá errado" [fonte: The Jargon File (em inglês)].

Bastou isso. A Lei de Murphy começou a aparecer em publicações aeroespaciais e, logo depois, caiu na cultura popular tendo inclusive sido transformada em livro nos anos 70.

Desde então, ela foi expandida. Na próxima seção, veremos algumas interpretações e conseqüências da Lei de Murphy.

Evitando a Lei de Murphy

Enquanto a maioria de nós gosta da Lei de Murphy pela capacidade de explicar nosso senso de impotência em certos casos, outros enxergam a lei como uma ferramenta. Pelo menos uma pessoa a vê como uma equação matemática que pode prever as chances de processos darem errado. Joel Pel, engenheiro biológico da University of British Columbia (em inglês), criou uma fórmula que prevê a ocorrência da Lei de Murphy.

A fórmula usa uma constante igual a um, um fator inconstante e algumas variáveis. Nesta fórmula, Pel usa a importância do evento (I), a complexidade do sistema envolvido (C), a urgência da necessidade de o sistema funcionar (U) e a frequência com que o sistema é usado (F).

Em um ensaio escrito para a revista Science Creative Quarterly, Pel usa o exemplo de prever a ocorrência da Lei de Murphy quando um motorista precisa dirigir seu Toyota Tercel (em inglês) em um trajeto de aproximadamente 100 km até sua casa debaixo de uma tempestade sem que a embreagem quebre. Usando a Equação de Murphy, Pel chegou a uma resposta igual a 1, o que significa que a embreagem do Tercel com certeza vai quebrar em uma tempestade. Apesar de todos que conhecem um Tercel esperarem que isso aconteça, é um certo consolo saber que isso pode ser previsto matematicamente [fonte: Science Creative Quarterly (em inglês)].

A Lei de Murphy lembra aos engenheiros, programadores de computador (em inglês) e cientistas uma verdade muito simples: sistemas falham. Em alguns casos, a falha de um sistema significa que o experimento deve ser repetido. Em outros casos, o resultado de uma falha pode custar muito mais caro.

A NASA sabe disso. A agência espacial já teve inúmeras falhas e, apesar de o número ser proporcionalmente pequeno em relação ao seu sucesso, as falhas geralmente custam muito caro. Ironicamente, no caso de uma nave não tripulada em órbita, um conjunto de sensores tinha duas maneiras de ser conectado e - exatamente como aconteceu no teste Gee Whiz de Murphy - todos os sensores foram conectados de maneira incorreta. Quando os sensores não funcionaram como havia sido projetado, os pára-quedas, cujo propósito era diminuir a velocidade da nave não abriram, e a nave se estraçalhou no meio do deserto [fonte: MSNBC (em inglês)].

São exemplos como esse, junto com a consciência da Lei de Murphy, que levaram designers a instalar dispositivos de segurança. Há vários exemplos desses equipamentos à nossa volta. Alguns são sistemas que usam escolhas limitadas para reduzir erros, como pinos de tamanhos diferentes em um plugue elétrico. Outros são mecanismos que evitam que as coisas passem de ruim para pior em caso de falha, como as máquinas de cortar grama que têm alavancas que precisam ser pressionadas para a máquina funcionar. Se a pessoa que opera a máquina soltar a alavanca, o cortador pára de funcionar.

Dispositivos de segurança também são conhecidos como "à prova de idiotas". Mas a Lei de Murphy tende a entrar em ação, mesmo quando todo cuidado foi tomado para garantir que falhas ou catástrofes não aconteçam. Isso nos leva à última lei relacionada à Lei de Murphy que mencionaremos: a Lei de Grave, que diz que "se você faz algo à prova de idiotas, o mundo criará um idiota melhor".

How Stuff Works

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

"Bidu não morreu", garante Mauricio de Sousa em evento da "Turma da Mônica Jovem"

HELOÍSA DALL'ANTONIA
Da Reportagem Local

A "Turma da Mônica Jovem" ganha até o dia 14 de setembro, no Shopping Bourbon, em São Paulo, um evento que mostrará o estudo de criação dos personagens, além de clipes, exposição de outros títulos protagonizados pela turminha, shows com os personagens e até autógrafos do autor Mauricio de Sousa.

A investida do autor no mundo dos mangás, com seus personagens clássicos "crescidos", teve lançamento oficial na Bienal do Livro e, desde então, já teve triplicada sua tiragem inicial para poder atender à procura dos leitores, que esgotaram a primeira edição de "4 Dimensões Mágicas".

Em entrevista ao UOL Jovem, Maurício de Sousa disse que apesar de os elementos dos quadrinhos japoneses estarem sempre presentes nessa nova fase dos personagens, com direito a lutas, samurais e magia, "eles vão servir de pano de fundo para outras questões que fazem parte do universo dos jovens". Assim, os leitores podem esperar por tramas com direito até a um triângulo amoroso. "As histórias vão falar daquilo que os jovens também falam. Tenho vários filhos, de diversas idades e ouço isso todo dia", justifica de forma divertida.

Apesar de não poder falar sobre os outros personagens que entrarão nesse primeiro mangá, o autor garante que veremos outros membros da turminha nas páginas. Vanda e Valéria, as duas filhas gêmeas de Maurício também devem aparecer nos próximos volumes das "4 Dimensões Mágicas".

Como vocês cresceram!

Sousa comentou que algumas das maiores alterações em seus personagens podem ganhar arcos específicos de histórias para serem mais bem explicadas, como o fato de agora Cascão tomar banho de vez em quando ou Mônica estar aprendendo a lidar com seu gênio forte.

O vocabulário das próximas tramas, assim como a dessa primeira, deve conter várias referências ao mundo oriental, "afinal a garotada está acostumada com esse vocabulário", completa. O traço dos gibis também continuará sendo um mix dos mangás com o estilo dos personagens do autor.

E o cachorrinho azul Bidu? "Fiz as contas e ele deve estar com uns 90 anos agora, mas ele não morreu não", garante Sousa, para alívio dos fãs. "E agora ele já deve ter filhotes!"

UOL JOvem

sábado, 6 de setembro de 2008

Faça o teste e descubra: você é corrupto?


QUIZ

A Corrupção é um dos principais problemas brasileiros, e seus exemplos se proliferam no dia a dia. E você? É corrupto? Será mesmo que não? Participe do teste no site do UOL Notícias:

http://noticias.uol.com.br/ultnot/infografico/2008/09/05/ult3224u87.jhtm

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

"Deu zebra"? "Rodar a baiana"? "Lavar a égua"?

"Deu zebra"?

Imagine você ter jogado na loteria e ficar sabendo que os números divulgados do vencedor são os mesmos que o do seu bilhete. Porém, quase em êxtase, ao procurá-lo no bolso, o bendito papel já não está mais lá. É, pode considerar que "deu zebra".
A origem da expressão "dar zebra", utilizada nas situações em que o resultado foi algo impossível de acontecer, surgiu no popular Jogo do Bicho, como informa o professor de Língua Portuguesa Ari Riboldi. Segundo conta em seu livro O bode expiatório, a zebra não está entre os 25 animais que emprestam o nome a essa loteria ilegal, por isso, interpreta-se o fato como uma "tragédia" inesperada.

Ao longo do tempo, como descreve a obra, a expressão passou a ganhar popularidade no futebol antes de se espalhar para as demais modalidades esportivas. Um exemplo disso é quando uma equipe, considerada favorita pela sua maior qualidade, é derrotada por outra que não tinha qualquer chance de vitória.

Atualmente, o termo ganhou às ruas e é usado no dia-a-dia das pessoas. Portanto, não teste a sua "sorte" para não correr o risco de usar a expressão.

"Rodar a baiana"?

Rodar a baiana é armar um barraco, fazer uma confusão - pare cinco minutos em algum evento popular e você verá alguém rodando a baiana. Mas de onde saiu isso?

O Carnaval já era uma farra no início do século, e como toda bagunça que se preze, tinha confusão. A mais repetida explicação para a expressão "rodar a baiana" vem justamente daí: em meio aos desfiles da época no Rio de Janeiro, que não tinham televisão e nem Joãosinho Trinta, alguns gaiatos já tinham a mania de passar a mão no bumbum da mulherada.

Isso também acontecia com as baianas - era um beliscão, um grito e um giro. Até que elas começaram a desfilar com guarda-costas disfarçados, capoeiristas vestidos como elas que revidavam com navalhas, e aí você tem a autêntica rodada de baiana: belisco, giro, confusão.

Seria uma excelente explicação, pena é que não há como saber ao certo se ela procede. Não apenas nesse caso, mas na maioria das expressões do nosso idioma. O professor e doutor em Letras Cláudio Moreno explica que rastrear a origem dessas explicações é tarefa quase impossível, por dois motivos. O primeiro é a dificuldade em se pesquisar na imprensa do século XIX e início do século XX, uma vez que não há uma base de dados unificada de jornais, como a mantida pela Inglaterra. "É nos jornais que se registra a língua viva. Mesmo assim, se registra o uso, não a criação", explica.

Além disso, na maioria das vezes a explicação é inventada, diz Moreno. "Como nos livros de matemática em que temos a resposta no fim do livro, e fazemos uma conta só para chegar naquele número, é tudo chute. Eu também sempre achei que a expressão vem do vestido das baianas, mas como saber ao certo?"

"Lavar a égua"?

É recorrente ouvirmos a expressão "lavar a égua" quando alguém fica extremamente satisfeito ao conquistar uma grande vitória, principalmente no jogo. A dúvida é por que se emprega tal expressão para dizer que alguém se deu bem?

Para o professor Ari Riboldi, a relação teria surgido no turfe, em um gesto de gratidão do proprietário com a égua, quando esta vencia um páreo.

Segundo conta Riboldi, em seu livro O bode expiatório, a égua recebia do próprio dono um banho de champanhe como forma de agradecimento pelo lucro satisfatório conseguido em um esporte tão apreciado por reis e pela nobreza.

Porém, o alegre destino era um privilégio apenas das fêmeas. Se o vencedor fosse um macho, o destino do pobre animal era voltar à cocheira apenas com a satisfação de ter cumprido com sua obrigação.

Ao longo do tempo, como descreve o livro, a expressão foi se modificando e deixando de ter o sentido aplicado ao hábito de banhar o animal.

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